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Atualizando com mais colaborações minhas para o Tranquera. Acompanhe!
Dubstep Techno ou Techno Dubstep?
BASS MUSIC!
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Atualizando com mais colaborações minhas para o Tranquera. Acompanhe!
Dubstep Techno ou Techno Dubstep?

Recentemente dei início à minha colaboração com o Tranquera.org, plataforma virtual do projeto pioneiro de Bruno Belluomini, que inclui a festa mensal no basement do Vegas Club, voltado ao Dubstep e à cultura do grave no Brasil. Já foram publicados cinco textos, confira e acompanhe:
Pursuit Grooves lança álbum pelo Tecnonic (Resenha de Frantically Hopeful)

Essa discussão não é tão importante quanto parece, mas Ali Gitlow, do XLR8R, resolveu entrevistar os três DJs mais representativos do underground britânico (Oneman, Ben UFO e Jackmaster) e, claro, o assunto apareceu. Oneman deu mais uma sugestão:
I prefer the term UK house, because UK house never had the chance. I think the time feels about right to just call it that, if anything. The sound I’m really into at the moment, which is kind of what we all do, is a marriage of garage, jungle, dubstep, broken beat—it all falls into underground music from London. I don’t know if that should have a name. The [thing about] ‘future garage’ which always annoys me is that there’s garage going on still.
E agora?

Um dos nomes mais quentes do momento, Blawan lançou há exatos dois dias esse 12” de um lado só (apenas uma faixa), que de tão esperado e irresistível já está esgotado em praticamente todas as lojas virtuais. Ele não foi o primeiro a se utilizar dos vocais dessa música (vide The Look, do Jacques Greene), mas o resultado foi bem diferente. Ao se apropriar de alguns versos completos da Brandy, e não apenas sílabas ou palavras, torna a faixa um verdadeiro épico para as pistas. É uma ressignificação mais sutil, através de mudanças no tempo e na melodia, e não apenas do deslocamento e de uma desconstrução aparentemente minuciosa, mas que transforma a fonte em algo totalmente novo e selvagem.
[No seu twitter, Blawan já confirmou que o 12” será reprensado em breve, devido ao sucesso nas vendas]
[A julgar também pelo que ele ainda não lançou, Blawan certamente voltará a ser pauta desse blog]

Já faz algum tempo que Jack Dunning vem indicando, através de entrevistas e de seu twitter, detalhes esparsos sobre esse projeto, que incluirá um álbum e apresentações ao vivo. O que não sabíamos é que se trata na verdade de uma colaboração com o cantor Samuel Chase, batizada de Dreadnought. Abaixo, você assiste ao vídeo abstrato que acompanha a faixa Caroline, primeira amostra do álbum e aparentemente uma introdução. A surpresa é total, do BPM baixo ao relativo apelo pop, e promete chegar bem mais longe que os álbuns de James Blake e Jamie Woon.

Quando não está julgando mixtapes brasileiras [a minha, finalista, você pode ouvir aqui], Tony Williams se desdobra entre os apelidos Headhunter e Addison Groove. Atualmente tem se dedicado mais ao segundo, produzindo faixas usando desavergonhadamente drum machines e misturando gêneros genuinamente contemporâneos. Em 2010 desencadeou a infiltração do juke nas produções do Reino Unido e causou um estrondo com Footcrab, e esse ano já lançou dois 12”: Work It / Sexual pelo Swamp 81 e This Is It / Make Um Bounce pelo Tectonic. This Is It é a mais interessante das quatro, perfeita pra incendiar qualquer pista mais antenada. Próxima semana, Williams dá continuidade ao projeto Addison Groove e lança pelo 3024 It’s Got Me / Minutes Of Funk, que a XLR8R oferece para audição na íntegra.

Vem de Bristol o novo selo Schmorgasbord, cujo primeiro lançamento é assinado colaborativamente por Appleblim e October. NY Fizzzzz confirma o recente interesse da bass music pelo house, e certamente vai bem num set perto de Maurice Donovan e Julio Bashmore, mas não deixa de causar estranhamento com sua sutil fuga do 4x4. Fountains Of Paradise é um dub viajante que passa dos 8 minutos e constrói aos poucos um clima entre o etéreo e o letárgico, diametralmente oposto ao da primeira faixa. Duas faixas suficientes pra reconhecer que o selo recém-nascido é promissor!

Para comemorar os 6 anos de seu projeto pioneiro, Bruno Belluomini resolveu trazer ninguém menos que Laurie Osborne, o cara que criou a Skull Disco junto com Shackleton, colaborou com os heróis Peverelist e Ramadanman, faz parte da turma da FWD» e de 2008 pra cá tem lançado gente como Martyn, T++, Instra:mental e Joe no seu selo Apple Pips. Resumindo, alguém capaz de representar o som underground do Reino Unido, que é exatamente de onde saem as produções mais interessantes do momento em música eletrônica. Preciso falar que é imperdível?

Saber que o debut de Julio Bashmore foi pela dirtybird, selo de Claude VonStroke cujo catálogo é composto predominantemente pelo tech house, é suficiente pra saber que a sua abordagem da bass music é peculiar. Tendo produzido timidamente de pouco mais de um ano pra cá, recentemente tem ganho bastante destaque devido a um início de ano bastante prolífico. Paralelamente ao house, o rapaz nutre um certo fascínio pelo boogie e costuma surpreender nos lados B de seus lançamentos, mas costuma acertar em cheio mesmo na primeira categoria. No EP Everyone Needs A Theme Tune, do início do ano, já tinha emplacado o hino Battle For Middle You (que vem ficando cada vez mais popular), e agora temos a belíssima Ribble To Amazon, do EP Batty Knee Dance (lançado pelo 3024, do Martyn) que certamente fará o mesmo caminho. E dia 18 de abril tem mais Bashmore saindo!
Eita Polônia sortuda!